Tuesday, June 06, 2006

Aprender com os erros

"Ninguém nasce ensinado", diz o povo e com razão. Daí que errar faça parte integrante do processo de aprendizagem e deva ser aceite como tal e considerado uma oportunidade de aprendizagem. Se uma peça de um puzzle não encaixa num sítio, procura-se outra até encontrar. Se uma estratégia de resolução não foi bem sucedida, ensaia-se outra diferente. Se um aluno responde mal a uma pergunta na aula, o professor poderá perceber melhor as suas dificuldades e ajudá-lo a ultrapassá-las. O mesmo se passa durante um treino desportivo. Porquê, então, este receio de errar, tão frequente em crianças, jovens e adultos?
Quando um bebé começa a falar, quem não acha graça às palavras mal pronunciadas, às frases incompletas, em resumo, aos erros que ele comete? Quando uma criança começa a caminhar ou a andar de bicicleta, quem se surpreende se ela cai ou quem a recrimina quando isso acontece? Tentar, errar e voltar a tentar é um processo de aprendizagem natural. Nos exemplos citados, o apoio dos pais e da família são fundamentais para que a aprendizagem se processe de forma saudável e eficaz. À medida que a criança cresce, começa a ser pressionada pela sociedade de competição que a rodeia. O erro passa a equivaler a fracasso, tornando-o mais difícil de aceitar e suportar. Falhar em algo traz à mistura sentimentos pouco agradáveis, como, por exemplo, ansiedade, tristeza, vergonha ou revolta. No entanto, é necessário aprender a lidar com esses sentimentos e a aproveitar os erros para retirar lições, persistir na tarefa e fazer novas aprendizagens.
Olhar para o erro/fracasso como uma derrota é meio caminho andado para o surgimento de outros problemas, desde a baixa da auto-estima à desistência. Erros e fracassos deveriam, pelo contrário, ser considerados oportunidades de aprendizagem. Algumas questões importantes se podem colocar com esse objectivo: O que correu mal? O que poderia ter sido feito para o evitar? Se este caminho não foi bem escolhido, quais são as alternativas possíveis? Quais são as vantagens e os inconvenientes de cada uma? Como se pode desdobrar o objectivo que não foi atingido em objectivos intermédios mais exequíveis? Vejamos dois exemplos diferentes:
Diz-se que "errar é humano". Aceitar os erros também o deve ser. Não uma aceitação passiva, mas uma aceitação activa centrada no desejo de aprender e de melhorar, conjugada com os verbos "analisar", "tentar", "persistir" e "conseguir".

1 Comments:

At 4:03 PM, Blogger Nice said...

Olá, estou fazendo uma monografia sobre aprender com o erro e como vi este texto maravilhoso no seu blog gostaria que se for possível me indique alguma bibliograifa sobre o assunto. Ótimo assunto por sinal, parabéns!

 

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